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07/01/2005 00:24

TEMPO
Tempo
navegante noturno,
remando entre
amanhã e outrora
Tempo
sujeito obscuro
pouco a pouco me roubas
os dias e as horas
Tempo
senhor do meu estro
a todo instante, cruel,
fazes morrer o agora
a ti dobro meus joelhos,
entregando-te o destino;
corres ágil, voas alto
tornando velho o menino
Tempo
guerreiro antigo
ampulheta sem areia
quem confia em ti não chora
andré pinheiro
enviada por profeta do caos
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